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Programa Apsen de Incentivo à Cultura


O Fantasma de Chico Morto


“Eu só quero dar a minha gente, a oportunidade de uma vida digna, com os recursos de seu próprio lugar e sua própria cultura. ... Era essa a minha vida e por isso me mataram”.

O fantasma de Chico Morto faz referência à vida do ambientalista Chico Mendes e de tantos que, como ele, morreram nestes últimos anos em defesa da Amazônia.

É com esse pano de fundo que o autor, Pedro Cardoso, faz uso de uma antiga lenda indígena da Amazônia, pela qual uma frondosa árvore tinha o poder de trocar as almas dos corpos de pessoas que tivessem desavenças, para que essas pessoas pudessem vivenciar o ponto de vista da outra pessoa e analisar com mais propriedade as divergências existentes.

Quando um grupo de teatro amador chega ao pé dessa árvore para encenar a morte de Chico Mendes, o fantasma de Chico Mendes passa se encantar com o teatro e com as inversões de papéis criadas pela magia da árvore, as quais irão fazer com que os atores vivenciem experiências e posições ideológicas contrárias. De semelhante forma, a convicção daqueles personagens cuja ideologia se contrapõe a dos outros personagens também serão postas em cheque. Assim, a relação de riqueza, paixões, felicidade, responsabilidade ambiental e até mesmo a função da mulher naquela sociedade é escrutinizada sobre vários ângulos e filtros ideológicos, com profundidade, mas sem perder a leveza e graciosidade que é presença marcante nos textos do autor.


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